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Na missa ou ceia do Senhor, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do sacerdote que faz às vezes de Cristo, para celebrar o memorial do Senhor ou sacrifício eucarístico.
RITOS INICIAIS Início de uma comunicação que gerará laços de comunhão entre todos. Os ritos iniciais têm o caráter de introdução e preparação. Canto de Entrada: (de pé) todos reunidos, para receberem o sacerdote com o diácono e os ministros (procissão de entrada) entoam o canto de entrada. A finalidade deste cântico é dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgico ou da festa. Beijo do altar: (de pé) o altar representa o próprio Jesus Cristo; beijando o altar o celebrante expressa sua relação íntima com o Senhor, pois é em nome dEle que irá presidir a santa missa. Saudação e acolhida: (de pé) o padre, com palavras espontâneas e breves, saúda e acolhe a comunidade (ainda de pé) e a introduz no espírito próprio da celebração, despertando na assembléia a consciência de que está reunida em nome de Cristo e da Trindade para celebrar (Sinal da Cruz). Neste momento acolhem-se as pessoas visitantes, recorda-se dos falecidos e seus familiares e lembra-se das pessoas ausentes. Ato Penitencial: o sacerdote convida ao ato penitencial, o qual após uma breve pausa de silêncio, é feita por toda a comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do sacerdote. KΩrie, eléison: depois do ato penitencial, diz-se sempre o Senhor, tende piedade de nós (KΩrie, eléison - expressão grega); a não ser que já tenha sido incluído no ato penitencial. Glória in excelsis: (de pé) já perdoados, cantamos para louvar e agradecer. Não é permitido substituir o texto deste hino por outro. Não se canta o Glória no Advento e na Quaresma. Coleta: (de pé) o sacerdote convida o povo à oração; e todos , juntamente com ele, se recolhem a um momento de oração silenciosa. Depois quem preside poderá solicitar aos presentes que proclamem os motivos de sua oração – fatos da vida, aniversários, falecimentos, problemas, alegrias e esperanças – então o sacerdote diz a oração chamada “coleta”, pela qual se exprime o caráter da celebração. A oração termina com a conclusão trinitária e todos respondem Amém (que significa “assim seja”). RITO DA PALAVRA Depois da Oração Inicial (coleta), o leitor dirigi-se até o ambão (mesa da palavra) e se prepara para fazer a leitura – estamos iniciando a Liturgia da Palavra. Primeira leitura: (sentados) introdução por breve motivação: ouviremos um trecho do A.T.(parte bíblica que prepara a vinda do Messias) ou dos Atos dos Apóstolos no tempo pascal. Salmo Responsorial: (sentados) é resposta orante da assembléia à 1ª leitura. Favorece a meditação da Palavra escutada. Segunda leitura: (sentados) introdução por breve motivação: passagem tirada do N.T., de uma das cartas (epístolas) dos apóstolos (Filipenses, Gálatas, Romanos, 1Coríntios, etc.). Aclamação ao Evangelho: (de pé) o “ALELUIA” (que significa “alegria”) ou, de acordo com o tempo litúrgico, outro canto de aclamação, é sinal da alegria com que a assembléia recebe e saúda o Senhor que vai falar e da disponibilidade para o seguimento da mensagem da Boa Nova proclamada. Evangelho: (de pé) Jesus nos fala apresentando-nos o Reino de Deus. Homilia: (Sentados) deve ser a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura, tendo como referencial a pessoa, a vida, a missão e o mistério pascal de Jesus Cristo, bem como as necessidades peculiares dos ouvintes.(HOMILIA ≠ SERMÃO) Breve silêncio Profissão de fé (credo): de pé, afirmamos aquilo que, enquanto cristãos, devemos acreditar - a obra da criação do Pai, a redenção pelo Filho e a santificação pelo Espírito Santo. Existem três fórmulas do creio: o Símbolo dos Apóstolos, o Símbolo Niceno-constantinopolitano e a fórmula com perguntas e respostas usadas na Vigília Pascal e na celebração do batismo. Oração dos fiéis ou Oração Universal: nela, os fiéis pedem a Deus que a salvação proclamada se torne uma realidade. Pede-se pelas necessidades da Igreja; pelas autoridades civis e pela salvação do mundo; por aqueles que sofrem dificuldades e pela comunidade local. RITO EUCARÍSTICO A liturgia Eucarística repete o que Cristo fez na última ceia: -Tomou o pão e o cálice – preparação das oferendas; -deu graças – Oração Eucarística; -partiu o pão – Fração do pão; -e o deu – Comunhão. Preparação das Oferendas/Ofertório: ao iniciar a liturgia eucarística, levam-se para o altar “o pão e o vinho”, que vão converter no Corpo e Sangue de Cristo. Estrutura da Preparação das Oferendas: -sentados -canto, silêncio ou música instrumental -procissão com as oferendas -apresentação do pão -mistura da água no vinho -apresentação do vinho -oração silenciosa do presidente -“Lavabo” – o presidente lava os dedos -convite à oração sobre as oferendas – de pé -resposta da assembléia -oração sobre as oferendas. Oração Eucarística ou Anáfora/Consagração: (de pé) Momento central e culminante de toda a celebração, a Oração eucarística é uma oração de ação de graças e de consagração. Estrutura da Oração Eucarística: diálogo inicial entre presidente e assembléia Prefácio: é dirigido ao Pai (Na verdade, é justo e necessário...- O.E. nº II). Termina com o “santo” Santo, Santo, Santo (“Sanctus”) Epiclese: (Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda a santidade...). Invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho. É o momento da Transubstanciação, onde o pão se torna Corpo e o vinho Sangue de Jesus Cristo. Narrativa da Instituição = Última Ceia. “Tomai, todos, e comei...” e “Tomai, todos, e bebei...” São as palavras que Jesus proclamou na Última Ceia. Aclamação após a Consagração: “após a consagração, tendo o Sacerdote dito: Eis o mistério da fé, o povo profere a aclamação, usando uma das fórmulas prescritas” (n. 151). “O mais significativo é que se faça a aclamação de pé, pois se trata de uma profissão de fé, de um testemunho, de um anúncio do mistério pascal de Cristo”. Anamnese (memorial): “Celebrando,pois, a memória...” (anamnese da O.E. nº II). Oblação (oferta): oferta a Deus Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada. Intercessões (momentos e lembranças): É momento de unidade com toda a igreja militante, padecente e triunfante; de intercessão pelos falecidos e pelos que não são cristãos. Doxologia (doxo: glória, logia: palavra): Dar palavras de glória. “Por Cristo, com Cristo, em Cristo...”. ·“No fim da Oração Eucarística, o Sacerdote, tomando a patena com a hóstia e o cálice ou elevando ambos juntos, profere sozinho a doxologia “Por Cristo”. Ao término, o povo aclama “Amém” (n. 151 da Instrução Geral sobre o Missal Romano)”. ·“A doxologia final da Oração Eucarística é proferida somente pelo Sacerdote celebrante principal, junto com os demais celebrantes, não, porém, pelos fiéis” (n. 236) Amém: É o ponto alto. É a ratificação de toda a Oração Eucarística por parte da assembléia. Deve ser vibrante, contagiante e de preferência cantado. Todos devem levantar os braços e bater palmas ao ritmo da música.“Ele merece! Ele merece!” RITOS DE COMUNHÃO Pai Nosso: a recitação da oração do Senhor – oração que Jesus nos deixou – vem precedida de um convite, para que todos possamos dizer juntos: “Pai Nosso...”. Não é obrigatório dar ou levantar as mãos. No final da oração não proclamamos o “Amém”, pois a oração continua no desenvolvimento do último pedido que é: “mas livrai-nos do mal”. Oração pela Paz: (Jo 14, 27) - O padre recita a oração e todo o povo responde Amém. O gesto utilizado para desejar a paz, não é específico e obrigatório, mas sim, varia segundo o costume do lugar: beijo, abraço, aperto de mãos. Abraço da Paz: é expressão de alegria e comunhão fraterna; pode ser realizado no início da celebração, como saudação fraterna; no ato penitencial, em sinal de reconciliação; após a homilia ou no final da missa. É preciso, mesmo que haja canto, desejar a paz ao irmão falando “paz de Cristo”. Algumas pessoas cantam e esquecem de falar, por isso alguns Bispos recomendam esse momento sem canto. É importante encerrar a paz no momento da Fração do Pão. Fração do Pão: gesto praticado por Cristo na última Ceia. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono. Rito da Comistão (comixtio): o padre deixa cair um pedacinho da hóstia no cálice para expressar que mesmo separados, o pão e o vinho formam uma unidade. Cordeiro de Deus: a invocação é feita durante a fração do pão e sua mistura com o vinho. Esta é uma oração do povo e pode ser cantada ou proclamada em alta voz. Comunhão: - não devemos deixar o ministro ou padre esperando para dar a comunhão, pois é Cristo que nos espera. - “É muito recomendável que os fiéis recebam o Corpo do Senhor em hóstias consagradas na mesma missa...” (n° 85 Instrução Geral). - se a Comunhão é dada sob a espécie de pão somente, o Sacerdote mostra a cada um a hóstia um pouco elevada, dizendo: “O Corpo de Cristo”. Quem vai comungar responde: “Amém” (nº161 I.G.) - a hóstia deverá ser colocada sobre a palma da mão do fiel, que a levará à boca antes de se movimentar para voltar ao lugar. É também inconveniente que os fiéis tomem a hóstia com dedos em pinça e, andando, a coloquem na boca (CNBB 1974). - devemos receber o Corpo de Cristo nas mãos como se elas fossem um trono. Mão esquerda sobre a direita com os dedos juntos. - antes de levar a hóstia à boca devemos, primeiramente, santificar nossos olhos e nossas mãos. - Não é necessário fazer o sinal da cruz após a comunhão. - Jesus me fez ficar de pé! Por isso, a forma mais correta de receber a comunhão é de pé. - sendo a missa de domingo obrigatória, só é permitido comungar se assistirmos toda a missa. Se chego atrasado estou em pecado. Devo, então, assistir outra missa ou pelo menos a parte que perdi. Já durante a semana, posso comungar mesmo que me atrase. - após a comunhão, volto ao meu lugar para fazer minha oração pessoal com o Senhor (de joelho ou sentado). - é recomendado que se comungue apenas duas vezes ao dia (missa toda). - “Oração depois da Comunhão”. RITOS FINAIS Avisos e Exortações Bênção: Bênção significa o bem que alguém quer para outra pessoa. Despedida Beijo no altar: pelo sacerdote e diácono e depois Inclinação profunda ao altar pelo sacerdote, diácono e ministros. O fiel para sair de seu lugar deve esperar a saída do padre do altar. Saída: canto. |